O PADRE DEHON E AS MISSÕES |
O que entendemos por missões? O nome de MISSÕES dá-se, geralmente, àquelas atividades características com que os anunciadores do Evangelho, indo pelo mundo inteiro, enviados pela Igreja, realizam o encargo de pregar o Evangelho e de implantar a mesma Igreja entre os povos que ainda não crêem no Cristo. Essas MISSÕES são levadas a efeito pela atividade missionária e exercem-se, ordinariamente, em certos territórios reconhecidos pela Santa Sé. O FIM DA ATIVIDADE MISSIONÁRIA é a evangelização e a implantação da Igreja nos povos e grupos em que ainda não está radicada. Assim, a partir da semente da palavra de Deus, é necessário que se desenvolvam, por toda parte, igrejas autóctones particulares, dotadas de forças próprias e maturidade, com hierarquia própria, unida ao povo fiel e suficientemente providas de meios proporcionados a uma vida cristã plena, contribuindo para a vida e o bem da Igreja Universal (não a do Edir Macedo). O MEIO PRINCIPAL DESTA IMPLANTAÇÃO é a pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Para o anunciar, o Senhor enviou pelo mundo todo os seus discípulos, a fim de que os homens, uma vez renascidos pela Palavra de Deus, fossem agregados pelo Batismo à Igreja a qual, como Corpo do Verbo Encarnado, se nutre e vive da Palavra de Deus e do Pão Eucarístico (At 2,42). Desde os inícios da Congregação, as missões eram consideradas pelo Padre Dehon como um campo vastíssimo, onde se poderia realizar o espírito característico dos Sacerdotes do Coração de Jesus, ou seja, o AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO; a reparação, levando os homens à salvação; o apostolado praticado com a máxima generosidade, dando a vida, pouco a pouco, dia após dia; um apostolado vivido, o mais possível, comunitariamente. Em 1882, o Padre Dehon entregou a D. Thibaudier, de partida para Roma, uma carta, endereçada a Leão XIII. Toda a comunidade da Casa Sagrado Coração, de São Quintino, havia assinado esta carta. O Padre Fundador escrevia: “Haurindo do Coração de Jesus o espírito de sacrifício, sentir-nos-emos felizes de estar, em breve, presentes nas missões” (Projet p. 50). Numa carta aos seminaristas (filósofos e teólogos) de Lille, o Padre Dehon escreve que para corresponder ao amor de Cristo é necessário, entre outras coisas, escolher aquelas ‘formas de apostolado que exigem maior sacrifício, como a assistência aos operários, o cuidado dos pobres e as longínquas missões’. Esta exigência de generosidade absoluta recorda o belo testemunho que o Vaticano II deu dos Institutos religiosos que se dedicam ao apostolado missionário: “Há séculos, estes Institutos suportam o peso do dia e do calor, devotando-se ao trabalho missionário... Muitas vezes, a Santa Sé lhes confiou a evangelização de imensos territórios, nos quais eles souberam reunir para o Senhor um novo povo, a igreja local, obediente aos seus pastores próprios... A estas igrejas, que eles fundaram com o seu suor e mesmo com o próprio sangue, eles prestarão serviço válido baseado no seu zelo apostólico e na sua experiência, colaborando fraternalmente no trabalho pastoral e em todas as iniciativas que visem o bem comum destes povos” (AG 27). |